Sonho de uma noite recente

        A P., referida no texto Straighten the rudder, estava, dois meses depois de eu a ver pela última vez, de regresso a Lisboa, por uma qualquer razão; encontrava-se no meu quarto, em cima da minha cama, e eu estava com ela. Começamos, lentamente, a fazer as coisas que tendem a levar àquilo que as pessoas fazem nessas situações.
        O interruptor da luz do meu quarto não funcionava; não sei se a luz não acendia, se não apagava; mas o interruptor não funcionava e eu estava irritado com isso. Levanto-me da cama e vou tentar resolver o problema.
        Tento forçar o interruptor. Empurro para um lado, para o outro. Ela está em cima da cama à minha espera.
        Peço-lhe para esperar. Dou umas porradas no interruptor; nada. Ela pergunta-me se não me vou juntar a ela.
        Vou buscar uma chave de parafusos [não sei porquê; os interruptores não têm parafusos]. Abro o interruptor; as peças de plástico que pressionam os fios elétricos não estão em contacto com eles como deveriam. Penso em como resolver o problema. A P. está claramente impaciente.
        Tento, com fita-cola, prender as peças do interruptor no sítio. Não resulta; o mau contacto não se resolve; o interruptor continua a não funcionar. Ela, farta, vai-se embora, e eu acabo de perder a oportunidade de voltar a estar com ela.

        … nunca a expressão “nem em sonhos” foi tão oportuna.

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