The State That I Am In

Estou desiludido por ter entrado na minha empresa há um ano e não ter visto ninguém a drogar-se. Se fôssemos realmente tão distintivos como a nossa propaganda nos chega a convencer de que somos, andaríamos por aí a funcionar a cinco cafés por dia, como um qualquer contabilista júnior de uma média empresa familiar de produção de revestimentos plásticos do distrito de Aveiro, quando chega a altura de fechar as contas anuais? Pior – cafés tirados daquelas fajutas máquinas da Saeco, cujo sabor a lama com notas de carvão ainda consigo evocar instantaneamente! Uma pseudoefedrina de manhã, umas anfetaminas depois de almoço para ficarem a digerir a tarde toda. Reaplicar depois do jantar consoante necessidade. Pausas para modafinil ao longo do dia. Tramadol para relaxar à Sexta à tarde, benzos diversas para recuperar no fim-de-semana. Quão difícil pode ser? Temos o melhor seguro de saúde que há, porra! Podemos drogar-nos à borla! Milhões de pessoas estariam dispostas a matar-nos sem hesitação para estar no nosso lugar! Pior – devemos trabalhar com empresas que produzam disto tudo. Peçamos que nos paguem em espécie!
Divago.

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