Eu só queria comparar-me à porcaria de uma fruta

No texto imediatamente sub, comparo-me a pêssegos; mais especificamente, àqueles pêssegos enormes e amarelos e que sabem a cartão molhado. Mesmo depois de o escrever, ficou-me a dúvida — por que é que esses pêssegos existem, sendo tão maus? Por que é que no-los vendem? Quem é que os compra, e porquê?

Entretanto, encontrei uma crónica do George Monbiot — ótima, como todas — em que ele explica que as variedades de fruta disponiveis nos supermercados são escolhidas pelas suas durabilidade e resistência, que lhes permitem manter-se vendíveis mesmo após semanas em viagem através de complexas cadeias de distribuição globais.

Ou seja: estes pêssegos, aos quais eu me comparei jocosamente por sermos ambos insípidos e fastidiosos, são (i) escolhidos pelas grandes multinacionais que dominam a nossa economia (ii) por, e para, poderem viajar pelo mundo ao seu serviço.

Começo a ficar preocupado.

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